J. Maraschin
2011
1ª edição
160 páginas

Há muitos poetas músicos e músicos poetas. Há alguns teólogos liturgistas e alguns liturgistas teólogos. Poucos, porém, são os teólogos liturgistas que, por serem ao mesmo tempo poetas e músicos, podem contribuir originalmente para que se enriqueçam mutuamente, em particular na “terra brasileira”, a lei da fé e a lei da oração, a teologia e os gestos e cantos, objetos e cores, pelos quais mulheres cristãs e homens cristãos recordam e anunciam a encarnação de Deus. Jaci Maraschin é um deles. A Beleza da Santidade é simbolo desse dom.

Criativamente fiel ao espírito da contribuição que dois grandes teólogos e socialistas cristãos dos séculos XIX e XX, Frederick Maurice e Paul Tillich, fizeram à reflexão sobre as relações entre o mundo caído e redimido e a comunidade cristã, Maraschin parte da corporeidade do culto e da corporeidade daquelas e daqueles que o celebram para desvendar o “poder germinativo” da simbólica litúrgica para um tempo em que se fazem inadiáveis a preservação do meio ambiente, a educação para a cidadania e o combate à exclusão social. Não sem antes nos lembrar, com oportunidade, que a inculturação da liturgia só será plenamente cristã se ela não perder a memória da grande nuvem de testemunhas que nos ensinaram e nos ensinam a antecipar na celebração o triunfo da ressurreição.

Odair Pedroso Mateus